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DOLOMITES DUCATI TOUR 2007

Itália – Setembro de 2007
 
Lola voltou há pouco de uma estupenda viagem de moto que, em mais de 10 dias, a levou a percorrer as mais belas e famosas Estradas Alpinas de Carinzia, na Áustria.
 
No final de Agosto, a temperatura ainda está quente e a “estação” da moto, para nós e para Lola, não acabou apesar dos tantos quilômetros percorridos desde a sua “abertura”.
 
DOLOMITES DUCATI TOUR: NÃO UMA “SIMPLES” CORRIDA DE MOTO
 
As grandes montanhas são um chamado irresistível, também para Lola, sendo que naquelas altitudes, o ar é sempre fresco e muitos são os córregos e lagos onde ela pode “brincar de ser um cão”.
 
Definir as Dolimites Ducati Tour (DDT)  como uma “simples” corrida de moto é menosprezar: em primeiro lugar é uma verdadeira experiência, ainda mais para quem com a moto, não está habituado às estradas alpinas, se não nos canônicos meses de verão onde a causa do tráfego e de “carros em alta velocidade”, nem sempre permite viver intensamente os momentos e os lugares.
 
As Dolomiti, para os motociclistas de “terreno plano”, são uma meta que, ao menos uma vez, deve ser alcançada, evitando viver o momento como uma tarefa com tempo contado, consigo ou pior, com os outros “centauros”, desejando somente testar os novos pneus ou o “kit” de potência.
 
Se vocês se reconhecerem em uma destas categorias de motociclistas (aqueles definidos como “corredores”), então o DDT não é feito para vocês, tendo em vista que tal ocasião é uma esplêndida oportunidade para gozar de “santa paz”, uma paisagem única, “saborear” a gastronomia ladina e apreciar, mais uma vez a natureza intocável das grandes montanhas, uma forma de agrado para quem usa a moto como “meio” de viver intensas emoções.
 
O DDT é, citando uma frase dos materiais distribuídos durante a manifestação, “um convite a todos os motociclistas a apreciar as belezas da natureza de modo respeitoso, de aproveitar este dia para estreitar amizades e para trocar experiências”, porque “... uma moto entre os desvios alpinos sabe abrir continuas janelas para o panorama eterno e inesquecível....e deixa entrar o ar para respirar o que há de melhor...”

Tudo isso é Dolomites Ducati Tour: uma intensa emoção com duração de 3 dias, de 7 a 10 de Setembro de 2007, em Val di Fassa, no centro das Dolomiti, um território já muito conhecido de Lola mas que toda vez, não se cansa de nos presentear com “janelas” de felicidades. ( http://www.fassa.com )

O DIA DA PARTIDA
 
O nosso Tour começa muito próximo de casa: do final da tarde de sexta-feira, dia 07, estava previsto o reencontro dos motociclistas emiliano romagnoli, próximo a redação da revista “In Moto”  um dos suportes técnicos da DDT, em San Lazzaro de Savena, na entrada de Bologna.
 
A chuva que caiu nos dias anteriores à partida, deixou o ar mais fresco e, com isto, torna a viagem de transferência na auto-estrada mais fácil para Lola: depois de várias paradas, chegamos à costumeira casa de Egna /Ora, e assim, junto ao grupo de motos que partiram de Bologna, nos dirigimos a Campitello di Fassa onde está prevista a base logística do D.D.T. 
 
Chegamos em Campitello com as primeiras “sombras da noite” (incrível como os dias estão se encurtando): Lola dormiu por toda viagem e, assim que desceu da moto, quis comer imediatamente e fazer as suas “necessidadezinhas”. Por sorte, a moto estava estacionada em um local tranqüilo e longe da música que estava tocando no centro do vilarejo.
 
Imediatamente começamos a perceber a ótima organização por trás de um evento desse gênero: praticamente todas as famílias de Campitelo estão mobilizadas e aos motociclistas foi reservado um centro esportivo inteiro, dentro do qual foi preparado um verdadeiro “vilarejo”, com bar, restaurante, ponto de assistência técnica e venda de todo tipo de acessórios para a moto.
 
Daquilo que vimos com a nossa chegada, imediatamente, nos demos conta que seremos “mimados” por todos os dois dias sucessivos: o único pensamento de tantos motociclistas já presentes seria aquele de “fazer gasolina”... Mais do que respeitar o Código da Estrada Lei de Trânsito.
 
Depois de dormirmos toda uma noite, o cansaço da viagem pela auto-estrada deixa o lugar ao “frenesi” da partida para as primeiras curvas alpinas: Sábado, dia 08, está no programa um tour pelos 6 passos alpinos, todos situados a mais de 2.000 metros e, entre esses também o “temível” Passo Giau, nunca enfrentado por Lola em uma moto (entre aquelas “dolomitici”, o Passo Giau é o único que absolutamente deve ser “respeitado”).
 
SEIS PASSOS ALPINOS COM “O TEMIDO” GIAU
 
O ar está realmente “de brincadeira”, mas o céu está totalmente sem uma nuvem o que, até outro dia desses, nos fez temer pelo bom êxito do DDT: mas os competentes organizadores (Ivan e Tarcísio, os responsáveis) ainda não sabiam que Lola era “pé quente” com relação ao clima...
 
As tantas motos estavam prontas para partir do “vilarejo” motociclístico preparado próximo ao Centro Sportivo di Campitello e, na dianteira, outras dezenas de “rossi desmodromici” Ducati que é também um estupendo produto automobilístico italiano: uma moto nova Fiat 500 branca com as cores da bandeira italiana, que acompanhará a “serpente” de motos até o Passo Giau.
 
Durante a partida, Lola “percebe” uma Harley  Davidson   no qual o barulho não é nada agradável para ela, e imediatamente, decidimos iniciar nosso passeio sozinhos: aguardaremos as outras motos em cima do Passo Sella.

Quando viajamos com Lola, na moto, pelas Dolomiti  aprendemos uma coisa: mesmo que o asfalto esteja perfeito, as curvas alpinas sejam percorridas junto a outras dezenas de moto, as sinuosas são “pouco agradáveis” e  mais, Lola não ama o cheiro do gás do escapamento.... tão pouco nós!
 
DE NOVO....”QUATRO PASSOS” COM LOLA...
 
A subida até Passo Sella  foi feita sem nenhum problema: Lola ficou acondicionada dentro de sua bolsa, com o focinho apoiado numa cavidade anterior....ela já é uma “veterana” das Dolomiti e os “Quatro Passos” que ela já percorreu diversas vezes...o panorama é sempre aquele....
 
Somente na proximidade do cume, os últimos três desvios nos exigiram muito, mas Lola se esforça: mantém sempre sua posição sentada, o focinho bem alinhado na direção da marcha e antecipa levemente a curva, deslocando o próprio peso ...um verdadeira motociclista!
 
A pausa aos 2.240 metros do Passo Sella, com um céu totalmente azul e sem nuvens, nos consente em saudar os amigos que Lola tem no Passo: os simpáticos gestores da loja de souvenir que, há anos, conhecem a “Cocker motociclista” e têm todos os seus brindes!

Lola, porém, quer descer da moto: deve cumprimentar “Pedro”, um grande e bom cão mestiço que foi adotado depois da morte de seu proprietário (um artista de estrada) e que mora dentro do restaurante, de frente à loja de souvenir....mas “Pedro” se aproxima muito da moto, e Lola “o convida” a voltar “ao seu lugar”....no fundo, é para sempre....Lola...!
 
Tantas motos estão chegando: enquanto Lola tira um cochilo dentro de sua bolsa, depois de tantas fotografias feitas pelos turistas presentes no Passo, de longe se escuta o ronco dos motores que, como uma grande serpente colorida, desembocam da última curva de cabeça na Fiat 500 tricolor. 
 
Deixamos passar a última moto e iniciamos a descida a Selva di Val Gardena: é melhor estar em última posição quando se tem uma Cocker Dourada sobre o tanque de gasolina pois a qualquer momento, poderia pedir para descer para correr em um campo ou mergulhar em um córrego! 
 
A subida aos 2.121 metros do Passo Gardena é, segundo nós, uma das mais sugestivas de todas Dolomiti: superadas as primeiras curvas sinuosas, depois do Refúgio Peter, começa um falso plano realmente magnífico, a direita com o Gruppo del Sella que quase se pode tocar e a esquerda, o Val Gardena com toda sua beleza.

Para Lola é chegado o momento de fazer uma pausa, no cume do Passo Gardena: estacionamos a moto e nos dirigimos, correndo, pelos campos que se encontram na parte esquerda do passo, alcançados depois de uma breve caminhada.
 
É sempre um espetáculo ver Lola que, como se nada fosse, deixa de ser a “Cocker motociclista” e passa a ser “um cão Cocker”, brincando com uma pedra nos verdes campos alpinos!
 
Aproveitamos a pausa para cumprimentar os gestores do restaurante localizado no Passo Gardena: eles também, pelo menos uma vez ao ano, vêem chegar uma Cocker dourada a bordo de uma moto, acompanhado de novos brindes de cada passeio.
 
As primeiras sinuosas na descida, por volta de Corvara  exigem muito esforço e Lola sabe disso: fica acomodada dentro de sua bolsa, com o focinho posicionado numa apropriada cavidade e somente depois de Colfosco, senta-se e fareja o ar com impaciência. Para Lola, o Val Badia é sempre um lugar para se descobrir!.
 
SOBRE PASSO VALPAROLA E SOBRE PASSO FALZAREGO FAZ FRIO
 
Lola sentiu “o perfume d´água” que corre em um fresco córrego do lado direito da estrada: paramos a moto e deixamo-la banhar as patas, mas não mergulhar com a cabeça em busca de pedras porque o ar ainda é muito frio para um banho total e depois, nos espera o Passo Valparola com seus 2.192 metros de altitude.
 
Nas proximidades do vilarejo de La Villa notamos, à esquerda, um grande gramado em pleno dia de sol, com a grama que fora cortada há pouco: Lola gostará com certeza! Basta pouca coisa: Lola espera que a moto esteja sobre a guia central, e como um foguete, parte em disparada em direção ao centro do gramado, correndo e formando um “8” em sinal de felicidade!
 
Uma coisa estupenda é ver Lola “jogar-se” em meio ao feno que fora há pouco cortado: um jogo de um “verdadeiro cão”!
 
O ar, porém, é frio e Lola, para a subida ao Passo Valparola, deve vestir seu casaquinho de inverno: decisão apropriada porque depois de visitar San Cassiano vimos os primeiros ciclistas descendo do Passo com a aparência desnorteada por causa do frio. Ainda é verão, mas a grande montanha parece não ter se dado conta, tanto que, chegando ao Passo Valparola, paramos para colocar dentro dos nossos casacos, mais agasalhos de inverno... enquanto Lola dormia tranqüila ao sol.

 “O TEMIDO” PASSO GIU
 
A estrada que, do Passo Valparola conduz até o Passo Falzarego, não é nada difícil: um longo falso plano onde, com um pouco de sorte, é possível ver as marmotas entre as rochas, situadas na parte direita e onde aconteceu uma das mais cruéis batalhas durante a Primeira Guerra Mundial  entre os exércitos da Itália e da Áustria, pela conquista da fortaleza posta sobre o Lagazuoi.

Cumprimentamos os 2.105 metros do Passo Falzarego e descemos velozes até Pocol onde se inicia a subida para o “temido” Passo Giau, sobre a parte mais alta está prevista uma pausa para o almoço, oferecido por uma organização a todos os participantes do DDT.

As curvas que separam Pocol do cume do Passo são, efetivamente, menos difíceis que aqueles presentes no lado oposto que sobe a Colle Santa Lucia: aqueles são realmente “muitos e ousados”, mas a organização preferiu evitar concentrar tantas motos em um percurso tão difícil. 
 
Chegando ao topo do Passo Giau, Lola quis imediatamente descer da moto: fazer “pipi e cocô” e além de importante, é muito bom para ela correr nos gramados atrás do refúgio, na direção do cume do mítico Nuvolau  .

Percorrer, na descida, as quase trinta curvas sinuosas que separam os 2.236 metros do Passo Giau, até o frequentado Caprile , embaixo no Valle Agordina é realmente divertido, mas muita atenção, sobretudo pelo aquecimento dos freios: usar mais o freio motor e gozar o panorama!  
 
 “QUERO TOMAR UM BANHO”!
 
O Valle Agordina é famoso pelo estupendo Lago di Alleghe, formado por um desmoronamento que parcialmente bloqueou o curso das torrentes adjacentes: a água azul e a temperatura de verão, são um “convite de bodas” para Lola.
 
Estacionamos a moto na beirada do lago, na proximidade das fundações de subida ao Alleghe, e imediatamente, Lola saiu correndo para a água se limitou a “espirrar” a água provavelmente porque não viu o fundo: não mergulhou à procura de pedras e, nem ao menos, nadou distante da beirada.
 
As outras motos já passaram e estão longe: nós não temos pressa de completar o passeio e Lola não pede outra de estar ainda de molho no Lago de Alleghe, mas antes ou depois, devemos partir.
 
Aguarda-nos o último dos seis passos alpinos de longa duração: o Passo San Pelegrino
 
Este passo enfrentado na região de Falcade não é para ser menosprezado, e pela presença de cinco ou seis curvas sinuosas (as primeiras) muito difíceis e “uma atrás da outra” (não há tempo de respirar e fazem todos “de uma só vez”).

Lola como sempre muito valente e depois de ter tomado banho, de ser enxugada e de ter feito um “lanchinho” às margens do Lago di Alleghe....não quis saber muito de moto e curvas: imediatamente depois do Cencenighe, começou um longo sono que seria interrompido (com um grande barulho) somente sobre o cume do Passo San Pelegrino, onde paramos para colocar em Lola o seu casaquinho de inverno.
 
Enquanto a subida ao San Pallegrino da Falcade é bastante difícil, a descida até Moena  é de uma facilidade “pacífica”, mas só na aparência: começa com uma longa reta que parece não ter mais fim, as primeiras curvas são muito “doces”, mas depois, de repente, uma curva cotovelo te aconselha a “respeitar” a estrada que está percorrendo.
 
LOLA DORME
 
De Moena a Campitello di Fassa é um instante: Lola dorme tranqüila na bolsa e nem quando tiramos a fivela para “recarregarmos as energias”, próximo ao vilarejo de Pozza, ela não se mexeu um milímetro sequer.... “máxima rendição com o mínimo empenho”!
 
Chegando ao hotel, Lola disse “Basta”: depois de ter comido a sua porção noturna de biscoitinhos, se acomodou debaixo de uma poltrona e “cumprimentou a todos”! Queria repousar tranqüila, longe de barulhos e das outras “chateações” dos “humamos”!
 
Nós também, assim como tantos outros motociclistas, estávamos muito cansados por causa de tantos quilômetros percorridos durante o dia: não estávamos em condição de apreciar, até o final, o grande espetáculo de música latina americana com “Oba Oba” e fantasias do Carnaval do Rio, oferecidos junto com um ótimo jantar pelos incansáveis organizadores, dentro do grande Centro Esportivo di Campitello.
 
Durante a recepção, conhecemos Cristian Zorzi  campeão olímpico de esqui, que no dia seguinte, na sela de uma vermelha Ducati Hypermotorad  estararia na dianteira e seria testemunha da manifestação e, sobretudo, nos acompanharia até o cume de Geleira Marmolada, a mais de 3.300 metros de altura.
 
SOBRE O MÍTICO PORDOI
 
Domingo
pela manhã, a temperatura estava muito mais agradável e na companhia de centenas de motos presentes, nos dirigimos à primeira pico alpino do dia: o “mítico” Passo Pordoi.
 
“Este senhor” é um “velho conhecido” de Lola, “conquistado” anos antes em uma estupenda jornada em Junho que, para sempre, ficará em nosso coração! É estranho, mas “esta” subida, ao menos para nós, não foi como a “primeira vez” e, provavelmente, deve ser assim...enquanto para Lola representa um momento a mais para apreciar o panorama, com o sol que beija seu focinho
 
Chegando ao Passo, Lola “fareja” o ar dos altos cumes e, imediatamente, se transforma no “Cocker cão” e quer correr pelos imensos campos que circundam o Sass Pordoi: nos demos conta, mais uma vez, que a moto para ela é somente um modo para estar junto a própria família e nada mais...”a lição” que, em todos esses anos, Lola nos ensinou é esta e não vai mais esquecer.

A grande serpente de moto do DDT chega sobre o Passo Pordoi, quando Lola tem a intenção de brincar com uma pedra nos campos a nossa frente: permitimos que ela desfilasse e com calma, voltamos em “última” posição, percorrendo com toda tranqüilidade as curvas que conduzem até Arabba 

Há algum tempo, Lola está sentada com o focinho para fora e fareja o ar e late para as vacas que mesmo na saída de uma sinuosa, se encontram em meio a carreata: para ela é um divertimento!
 
OS INCRÍVEIS SERAI DI SOTTOGUDA

 
Daqui a pouco nos espera uma surpresa: os organizadores conseguiram abrir para o DDT os estupendos “Serai di Sottoguda”, um canyon que, há anos, está fechado para o tráfego e é famoso no inverno pela presença de belíssimas cachoeiras de gelo que parecem penduradas nas estreitas paredes rochosas.

Conforme o dia de ontem, o percurso de domingo será de repouso: só dois passos alpinos (o Pordoi e o Fedaia) e com a possibilidade de viver dois “momentos”, como atravessar de moto o “Serai di Sottoguda” e a subida (no bondinho) até a Marmolada, com passeio sobre o gelo.
 
Deixada a região de Arabba, a longa fila de moto “devorou” a estrada que não exigia esforço e estava quase totalmente sem tráfego. 
 
Os “Serai de Sottoguda” são de uma beleza única: uma estreita passagem entre dois altos desfiladeiros dentro dos quais passa um córrego impetuoso; é muito difícil pensar que, uma vez, neste lugar encantado, pudessem passar veículos a motor!
 
O atravessar do “Serai” foi feito com velocidade muito reduzida e com a máxima atenção, mas o lugar é de uma beleza única e houve vontade de parar a moto para ficar horas admirando aquilo que a natureza criou....mas as pausas são proibidas, mesmo porque nos espera Malga Ciapela, pois a meta é subir até a Marmolada.

 “3000 METROS” SOBRE O CÉU: LOLA SOBRE GELEIRA MARMOLADA
 
Até o último momento estávamos inseguros quanto levar Lola até geleira Marmolada: as normas de segurança impõem colocar a focinheira nos cães que estão no bondinho, e estes mesmos bondinhos podem assustar Lola e não sabíamos como ela reagiria aos rumores dos maquinários durante a subida, e sobretudo, encontrar-se literalmente suspensa no vazio, para ela, poderia ser uma novidade não muito agradável.
 
Os organizadores favoreceram Lola de todas as formas: subir sem a focinheira (mas Lola deveria estar no colo.... coisa que para ela é um prazer) e no interno do mesmo bondinho estava também Cristian Zorzi, com quem Lola teve um ótimo “feeling”.
 
Da nossa parte, tínhamos prometido a Lola que, a qualquer hora durante as quatro “partes” da viagem, se ela manifestasse qualquer problema, imediatamente desceríamos no primeiro ponto de chegada e a levaríamos de volta ao vale.
 
Lola, mais uma vez, surpreendeu a todos nós e a todos os outros motociclistas que estavam subindo junto: não mostrou nenhum sinal de nervosismo e desta forma, estava toda disposta a admirar a paisagem através das grandes janelas de vidro do bondinho, como se para ela, viajar dentro de uma “caixa” suspensa no vazio fosse uma coisa de todo normal!
 
Pouco a pouco que subíamos, nos demos conta que Lola, dali a pouco, viveria uma verdadeira aventura: passearia sobre uma geleira de mais de 3.300 metros de altura e mais, em um estupendo dia de sol que nos consentiu admirar o horizonte...”3000 metros sobre o céu”!
 
Assim que a porta do bondinho abriu completamente na última estação (onde os organizadores prepararam um ótimo Buffet), Lola percebeu que fora dali havia um “mundo” diferente e sobretudo, uma coisa que ela gosta muito: a neve!
 
E foi um segundo: Lola apoiou as patas sobre a neve e começou a correr (mas sempre com a coleira) e brincou com a neve, cavou buracos, correu atrás de pedras, mergulhou o focinho na colcha branca e ao final, fez um belíssimo 8 de alegria!!

Assim que foi enxugada, Lola colocou o casaquinho de inverno e “cochilou” no braço, na expectativa da nossa vez em subir no bondinho que , com uma rápida descida, nos levasse ao vale onde a temperatura fosse mais quente.
 
Assim que vestiu o casaquinho, Lola se colocou na posição de repouso e não dava conta que, curva após curva, havíamos chegado no Passo Fedaia: somente ali ela desceu da moto para dar uma bela “esticada nas pernas” nos campos adjacentes.

O retorno à Canazei  e depois à Campitello, foi feito com muita calma: assim que o DDT 2007 terminasse e Lola não teria nenhuma pressa de ir embora do estupendo campo alpino no qual estava brincando.

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    MARMOLADA
 
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